(Cederj 2018)
Uma solução é preparada com 28.2 g de um ácido monoprótico fraco (MM = 47.0 g/mol), em um balão volumétrico com 1.0 L de capacidade, e complementada com água destilada. Sabendo-se que o ácido se dissociou 5.0 %, a concentração da base conjugada e a constante de dissociação do ácido fraco são, respectivamente
Ácido monoprótico é uma ácido cuja molécula libera 1 H+
Vamos considerar que esta substância é o ácido cianídrico
O HCN doa um H+ para a água, produzindo CN- e H3O+, respectivamente, portanto o cianeto se comporta como um ácido e a água é uma base
No lado direto H3O+ doa um H+ para o íon CN-, sendo assim o íon hidrônio se comporta como um ácido e o cianeto é uma base
O cianeto de hidrogênio, que era um ácido, formou o íon cianeto, que é uma base (a base conjugada do HCN), esses 2 formam um par conjugado ácido-base.
Já a água, que era uma base, formou o íon hidrônio, que é um ácido (o ácido conjugado da água), esses 2 formam mais 1 par conjugado.
De acordo com Bronsted-Lowry ácidos são substâncias capazes de doar um próton H+ a outras substâncias e as bases são substâncias capazes que recebem um próton H+.
1 mol de HCN forma 1 mol de H3O+
nós temos 28,2 g do ácido e sua massa molar é 47 g/mol, isto significa que 1 mol tem 47 g, então 28,2 g equivalem a quantos mols?
1 ---------------- 47
x ---------------- 28,2
x = 0,6 mol
Se 1 mol do ácido produz 1 mol de H3O+, 0,6 mol produzem 0,6 mol de íon hidrônio
Entretanto o grau de dissociação do ácido é de 5%, ou seja apenas 5% do ácido formou íons e 5% de 0,6 é 0,03, sendo assim se apenas 0,03 mol de HCN sofreu dissociação nós temos 0,03 mol de H3O+
isto em 1 L, logo sua concentração é 3.10-2 mol/L
Agora para calcularmos a constante de dissociação primeiro nós temos que entender o que é kc.
Considere o cloreto de prata, em meio aquoso o cloreto de prata forma os cátions e ânions Ag+ e Cl- digamos que em uma velocidade vd
porém parte dos íons se combinam novamente restituindo o AgCl (a uma velocidade vi)
quando as velocidades se igualam (vd = vi) a reação atingiu o equilíbrio e para representá-lo existem as constantes de equilíbrio.
Existem muitas mas as que nos interessam agora são kp e kc.
Elas representam a concentração dos produtos dividida pela concentração dos reagentes \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_c\;=\;\large{ {[produtos]} \over {[reagentes]} } }\)
Exemplo, considere a reação genérica
a A(s) +b B(aq) +c C(g) ⇄ d D(aq) + e E(g) +H2O(l)
o kc dessa reação seria \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_c\;=\;\large{ {[D]^d.[E]^e.[H_2O]} \over {[A]^a.[B]^b.[C]^c} } }\)
Porém substâncias sólidas e líquidos puros não entram no cálculo, por isso o kc correto é \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_c\;=\;\large{ {[D]^d.[E]^e} \over {[B]^b.[C]^c} } }\)
[D]: concentração de D, em mol/L
d: coeficiente do D
[E]: concentração de E, em mol/L
e: coeficiente do E
[B]: concentração de B, em mol/L
b: coeficiente do B
[C]: concentração de C, em mol/L
c: coeficiente do C
O cálculo do kd (constante de dissociação) é igual ao do kc, então fica assim