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(Ufrgs 2019) A combustão incompleta de substâncias, contendo carbono, pode formar o monóxido de carbono, o qual é extremamente tóxico. O monóxido de carbono, na presença de oxigênio, pode ser convertido no dióxido de carbono, em catalisadores automotivos, de acordo com a reação abaixo.

2 CO(g) +1 O2(g) ⇋ 2 CO2(g)



Em um determinado recipiente, contendo inicialmente monóxido de carbono e oxigênio, estabeleceuse um equilíbrio em que se pode determinar a pressão total da mistura, 6,1 atm, e as pressões parciais de monóxido de carbono e de dióxido de carbono, as quais foram, respectivamente, 0,5 atm e 4,0 atm.


O valor da constante de equilíbrio será igual a






Primeiro nós temos que entender o que é a constante de equilíbrio (kp), mas antes temos que entender o que kc, vamos lá.


Considere o cloreto de prata, em meio aquoso o cloreto de prata forma os cátions e ânions Ag+ e Cl- digamos que em uma velocidade vd








porém parte dos íons se combinam novamente restituindo o AgCl (a uma velocidade vi)



quando as velocidades se igualam (vd = vi) a reação atingiu o equilíbrio e para representá-lo existem as constantes de equilíbrio.






Existem muitas mas as que nos interessam agora são kp e kc.

Elas representam a concentração dos produtos dividida pela concentração dos reagentes \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_c\;=\;\large{ {[produtos]} \over {[reagentes]} } }\)

Exemplo, considere a reação genérica

a A(s) +b B(aq) +c C(g) ⇄ d D(aq) + e E(g) +H2O(l)







o kc dessa reação seria \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_c\;=\;\large{ {[D]^d.[E]^e.[H_2O]} \over {[A]^a.[B]^b.[C]^c} } }\)


Porém substâncias sólidas e líquidos puros não entram no cálculo, por isso o kc correto é \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_c\;=\;\large{ {[D]^d.[E]^e} \over {[B]^b.[C]^c} } }\)
[D]: concentração de D, em mol/L
d: coeficiente do D
[E]: concentração de E, em mol/L
e: coeficiente do E
[B]: concentração de B, em mol/L
b: coeficiente do B
[C]: concentração de C, em mol/L
c: coeficiente do C




Quanto mais alta a concentração dos produtos maior será o kc




kc alto quer dizer que temos uma grande quantidade de produtos, uma reação de alto rendimento.

O kp é semelhante ao kc mas ela é específica para gases.





Nós vimos anteriormente que \( k_c\;=\;\large{ {[D]^d.[E]^e} \over {[B]^b.[C]^c} }\), mas sabendo que a concentração de mols de um gás está relacionada com a pressão que ele exerce nós podemos substituir as concentrações em mol/L pelas pressões parciais \( k_c\;=\;\large{ {P_D^d.P_E^e} \over {P_B^b.P_C^c} }\), porém como estamos tratando de pressão apenas os gases nos interessam

\( k_c\;=\;\large{ {P_E^e} \over {P_C^c} }\)





a essa constante nos damos um nome especial, ela é a constante dos gases ou kp \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_p\;=\;\large{ {P_E^e} \over {P_C^c} } }\)
PE: pressão exercida pelo gás E
PC: pressão exercida pelo gás C







Agora que entendemos o que é kp vamos seguir com a resolução.

Quando formos trabalhar com equações a primeira coisa que temos que fazer é balanceá-la.


Para as substâncias que não tem o coeficiente estequiométrico nós consideramos 1 mol

2 CO(g) +1 O2(g) ⇋ 2 CO2(g)







No lado esquerdo nós temos 2 mols de CO

2 CO(g) +1 O2(g) ⇋ 2 CO2(g)



se em 1 molécula de CO há 1 átomo de C, então em 2 mols de monóxido nós temos 2 mols de C.

Simples não?!

Ela tem também 1 átomo de O, então 2 mols de monóxido têm 2 mols de O.






Vamos aplicar o mesmo raciocínio à molécula de oxigênio

2 CO(g) +1 O2(g) ⇋ 2 CO2(g)


1 molécula de O2 tem 2 átomos de O, logo 1 mol de O2 tem 2 mols de O.






Resumindo, no lado esquerdo da equação

\( \begin{cases} 2\; mols\; de\; C \\ 4\; mols\; de\; O \end{cases} \)




No lado direito são 2 mols de CO2

2 CO(g) +1 O2(g)2 CO2(g)


em 1 molécula de dióxido há 1 átomo de C, então em 2 mols da substância temos 2 mols de C e pela mesma lógica temos 4 mols de O.






As quantidades de C e O nos lados esquerdo e direito são iguais.

Lado esquerdo

\( \begin{cases} 2\; mols\; de\; C \\ 4\; mols\; de\; O \end{cases} \)

Lado direito

\( \begin{cases} 2\; mols\; de\; C \\ 4\; mols\; de\; O \end{cases} \)








Equação balanceada podemos prosseguir.


Segundo a questão a pressão total da mistura é 6,1, que é obtida pela soma das pressões parciais

Ptotal = PCO +PO2 +PCO2


6,1 = 0,5 +PO2 +4


PO2 = 1,6







Finalmente a constante de pressão da reação é

\( k_p = {\large{ {P_{CO2}^2} \over {P_{CO}^2.P_{O2} } } } \)


\( k_p = {\large{ {4^2} \over {0,5^2.1,6} } } \)


\( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ k_p = 40 } \)





Gabarito letra e.


A explicação ficou bem grande, mas porque queríamos explicar detalhadamente toda a lógica para não exigir nenhum salto de fé. Entretanto não se engane, a questão é muito simples, basta substituir as pressões em uma fórmula. Questões

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