(Unioeste 2018)
O tratamento de água usual não elimina alguns poluentes potencialmente tóxicos, como os metais pesados. Por isso, é importante que indústrias instaladas ao longo dos rios, os quais são fontes de água para a população, tenham seus rejeitos controlados.
Considere que uma indústria lançou, em um curso d’água, 20.000 litros de um rejeito contendo 1 g/L de CdCl2.
Se metade deste rejeito encontrar seu destino em um tanque de uma estação de tratamento, de modo que o volume final seja de 50.106 litros, a concentração de CdCl2 (em mol/L) aí esperada será de aproximadamente:
Dados: Cd = 112; Cl = 35,5
A concentração molar de uma solução é \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ M\;=\;\large{ {n} \over {v} } }\)
M = molaridade, em mols/L
n = número de mols do soluto, em mol
v = volume da solução, em L
Ela também pode ser calculada por \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ M\;=\;\large{ {m} \over {M1.v} } }\)
M: molaridade, em mols/L
m: massa de soluto, em g
M1: massa molar, em g/mol
V: volume da solução, em L
Nós podemos usar qualquer uma das fórmulas para calcular a concentração de CdCl2, mas independentemente de qual escolhermos nós precisamos descobrir a massa molar do cloreto.
Foi dado na questão que 1 mol de Cd tem 112 g.
E 1 mol de Cl tem 35,5 g, portanto 2 têm 71 g.
Somando os dois dá 183 g. Ou seja 1 mol de cloreto tem 183 g.
Já descobrimos o que queríamos mas ainda falta 1 coisa, a quantidade que estava nos 20.000 L.
Segundo a questão a concentração de CdCl2 era de 1 g/L, portanto em 20.000 L temos …
1 —------------- 1
x —------------- 20.000
x = 20.000 g
Metade do rejeito, ou seja, 10.000 g, foi parar no tanque de uma estação de tratamento. Pronto agora temos tudo que precisamos.
A massa e a massa molar do soluto são 10.000 g e 183 g/mol e o volume da solução é 50.106 litros, substituindo na segunda fórmula