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(Espcex 2017) Seis círculos de raio 1 cm são inseridos no pararelogramo MNPQ, de área X cm2, de acordo com a figura abaixo.


Sabendo-se que os seis círculos são tangentes entre si e com os lados do pararelogramo, a área X, em cm2, é






Comecemos marcando os centros de algumas circunferências






vamos traçar o raio de A até o ponto de tangência com MN






O raio forma um ângulo reto com a tangente no ponto de tangência. Guarde esta informação.

Agora vamos traçar uma reta ligando A a B






AB é o raio da circunferência A +raio da circunferência B, e portanto mede 2






Agora vamos ligar B com C






e C com A






note que o triângulo ABC é equilátero, logo seus ângulos medem 60°






Vamos traçar a altura partindo do vértice A que intercepta BC em F






A altura de um triângulo equilátero é: \( h = \Large{ {l\sqrt 3} \over {2} } \)
l: lado do triângulo




Logo, a altura de ABC é

\( h = \Large{ {2\sqrt 3} \over {2} } \)


\( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{h = \sqrt 3 } \)










Agora vamos traçar o raio de B até o ponto onde QP a tangência





A altura do paralelogramo é

H = EA +AF +BG


H = 1 +√3 +1


H = √3 +2










Agora vamos traçar o raio de B até o ponto onde MQ a tangência






note que a soma dos ângulos HBA +60 +CBG +GBH resulta em uma circunferência. Nós sabemos que uma circunferência tem 360° portanto

90 +60 +90 +GBH = 360°


GBH = 120°









A soma dos ângulos internos de qualquer polígono convexo é: s = 180(n -2)

n: quantidade de lados do polígono




Logo, a soma dos ângulos do quadrilátero HBGQ é

s = 180(4 -2)


s = 360°





Nós também podemos dizer que a soma dos ângulos de HBGQ é

QHB +HBG +BGQ +GQH = 360


90 +120 +90 +GQH = 360


GQH = 60°





Ademais, pelo teorema das tangentes, se de um ponto P externo à circunferência traçarmos duas retas que a tangenciam nos pontos A e B então o comprimento PA é igual ao comprimento PB, ou seja QH = QG






Agora vamos traçar uma reta de B a Q






repare que os triângulos QHB e QBG têm os 3 lados de mesmo tamanho, portanto eles são congruentes pelo caso LLL.

Se são congruentes os seus ângulos são exatamente iguais, assim se GQH mede 60° GQB mede 30° (e BQH mede os outros 30°)






A tangente de um ângulo é \( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ tg = \large{ {cateto\; oposto} \over {cateto\; adjacente} } } \)




Assim sendo, a tangente de 30 no triângulo BQG é

\( tg\;30 = \Large{ {1} \over {QG} } \), tg 30 nós temos que saber de cabeça, vale √3/3


\( { \Large{ {\sqrt 3} \over {3} } } = \Large{ {1} \over {QG} } \)


\( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{QG = \sqrt 3 } \)





Agora vamos ligar C com D






traçar o raio de D até o ponto onde QP a tangência






outro raio até o ponto de tangência com PN




novamente PI = PJ




Em um paralelogramo os ângulos internos consecutivos são suplementares. Ângulos suplementares são ângulos cuja soma dá 180, ou seja

60 +IPJ = 180


IPJ = 120°










Vamos traçar uma reta de D a P






Analogamente ao caso que nós vimos um pouco atrás, os triângulos DIP e DPJ são congruentes bem como seus ângulos, portanto o ângulo DPI mede 60° e DPJ mede os outros 60°






A tangente de 60 no triângulo DPI é

\( tg\;60 = \Large{ {1} \over {IP} } \), tg 60 nós também temos que saber de cabeça, vale √3


\( \sqrt 3 = \Large{ {1} \over {IP} } \)


\( IP = \Large{ {1} \over {\sqrt 3} } \)


\( IP = { \Large{ {1} \over {\sqrt 3} } }.{ \Large{ {\sqrt 3} \over {\sqrt 3} } } \)


\( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ IP = { \Large{ {\sqrt 3} \over {3} } } } \)










A base do paralelogramo é

\(b = QG +GI +IP\), note que GI tem o mesmo comprimento de BD que mede 4


\(b = \sqrt 3\; +4\;+{ \Large{ {\sqrt 3} \over {3} } }\)


\( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ b = \Large{ {4\sqrt 3\;+12} \over {3} } }\)





Finalmente, a área do paralelogramo é o produto da base pela altura

\(A = {\Large{ {4\sqrt 3\;+12} \over {3} } }.(\sqrt 3\;+2) \)


\( \bbox[5px, border: 2px solid blue]{ A = \Large{ {36\;+20\sqrt 3} \over {3} } } \)





Gabarito letra e.


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